A Bela e a Fera – o filme e meus pensamentos

Chorei! Mentira, caiu um lagrimão saudosista da infância.

O enredo desta nova versão de A Bela e a Fera se mantém fiel ao desenho (penso que é de 1991) com muita cantoria digna de filmes de musical (que eu odeio, mas só um pouquinho). Minha lágrima surgiu pelo puro envolvimento com os encantadores efeitos que nos fazem acreditar que aqueles objetos realmente existem.

Fui ao cinema com amigos, que também encontraram conhecidos. As meninas revelaram uma queda pela fera – a peluda e não o aristocrata de longos cabelos loiros que se revela ao final. Talvez aí um recado para os homens: mais sensibilidade. Essa figura monstruosa nem assusta muito, mesmo no auge da fúria sempre tem um olhar melancólico, convence bem para o lado do humor. Risadas não faltam!

Até poderia discorrer sobre o filme com ares de crítica de cinema, mas parei. Filme é fofo demais para eu estragar com meu texto. Vá ao cinema. Leve as amigas e não force o seu namorado a ir com você. Apesar de no meu grupinho terem ido meninos – héteros, diga-se de passaram – não ficaram encantados. Aquela coisa, acharam legal mas nada demais. Minha opinião é que esse momento merece ser compartilhado com as meninas.

Vida real?

Por falar em nelas, comentei – em tom de brincadeira, óbvio – depois da sessão: histórias como essa estragaram minha percepção de relacionamentos. Oras, pense bem: em todas as histórias da Disney a mulher sempre sofre alguma fragilização antes de se apaixonar. O homem sempre tem que realizar algum ato de heroísmo para conquistar a amada. Ele em geral também tem dinheiro e geralmente é um príncipe. Isso se parece com alguma coisa na sua vida?

Já é difícil conviver com o aumento na nossa expectativa sobre os homens. Nós estudamos, trabalhamos, conquistamos nossa independência, temos sonhos e ambições. Por que muitos deles não parecem ter o mesmo fogo pela vida? Aí vem uma história água com açúcar para aumentar nossa frustração. Por que vida não pode ser fácil assim, ou sou eu que tô dificultando? Enfim… minha mente introspectiva vai longe. Agora chega. Deixo a filosofia para vocês.

Concluo apenas: Querida vida real, ainda prefiro você com suas máscaras de enganação, mas de vez em quando me distraio só para não perder a graça.

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Na onda de exploração do tema A Bela e a Fera a Vivara fez a coleção de pingentes Life com o inspiração no filme. Só penso que focaram demais no desenho. Os personagens “reais” são mais parecidos com o que poderia acontecer se a história fosse verdade. O vestido é um bom exemplo, o que a Emma Watson (Bela) usa, é beeeeeeeem mais bonito do que aquele do nosso imaginário. Me digam se gostaram:

 

 

Para encerrar essa minha crônica, diário, desabafo resumo um pouco.

O realismo foi algo que me encantou. Apesar da cantoria me irritar um pouquinho fiquei apaixonada pelo conjunto da obra e por isso caiu uma lágrima, Impossível não se envolver com a história, especialmente se já a conhece. Virei criança, torci, fiquei chateada e quase gritei para torcer pelos personagens. Engraçado poder reviver a infância, afinal nunca deixei de ser criança.

Espero que tenha gostado dessa dica. Então vá ao cinema, compre a pipoca e divirta-se!

 

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